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Sobre o Dia Nacional da Cultura Científica (Portugal)



O dia 24 de Novembro foi adoptado, em Portugal, como o Dia Nacional da Cultura Científica.
A escolha da data é intencional, visto ter sido neste dia que nasceu um ilustre português de nome Rómulo de Carvalho, que dedicou parte da sua vida à divulgação de ciência.

O nome deste ilustre senhor poderá dizer pouco à maioria dos portugueses mas se a ele associar-mos um outro, por sinal pseudónimo, António Gedeão, provavelmente far-se-á luz quanto à pessoa de Rómulo de Carvalho. Quem nunca leu ou ouviu falar do famoso poema Pedra Filosofal ("eles não sabem, nem sonham, que o sonho comanda a vida...")?

"Em 23 de Outubro de 1928, aos vinte e um anos de idade, Rómulo de Carvalho matriculou-se no curso de Ciências Físico Químicas da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto.

Em 1931 terminou a licenciatura com a classificação final de quinze valores. No ano seguinte, frequentou o Curso de Ciências Pedagógicas na Faculdade de Letras de Lisboa e em 1934 realizou o Exame de Estado para o Magistério Liceal. Leccionou durante 40 anos em três escolas: nos liceus Pedro Nunes e Camões, em Lisboa, e no Liceu D. João III, em Coimbra. No Liceu Normal de Pedro Nunes, desempenhou o cargo de professor metodólogo do grupo de Ciências Físico-Químicas entre o final dos anos cinquenta e 1974 e de co-director da revista pedagógica Palestra entre 1965 e 1973. No início da década de Setenta, foi também co-autor do Boletim do Ensino Secundário do Ministério da Educação (1973-1975).

Enquanto pedagogo, além de formar professores liceais, nas áreas de Química e de Física, foi autor de livros e manuais escolares como o Compêndio de Química para o 3º Ciclo, dado à estampa em 1953, do livro Ciências da Natureza, objecto de doze edições, e de modelos didácticos. Entre 1946 e 1974 foi co-director da Gazeta de Física da Faculdade de Ciências de Lisboa, publicando vinte e dois artigos de divulgação científica, orientação pedagógica e actualização didáctica.

Paralelamente ao ensino também se dedicou à divulgação científica e tecnológica, iniciada em 1932 com a publicação de O aspecto fraudulento da alquimia, e ao estudo da História da Ciência, em particular à História da Física, tendo-nos legado, neste domínio, vários estudos percursores.

Aos cinquenta anos de idade, a par da afeição que nutria pelas ciências e pelo ensino, encetou, sob o pseudónimo de António Gedeão, uma notável carreira poética.
Em Janeiro de 1975, decepcionado com a desorganização do Ensino no período pós 25 de Abril, aposentou-se, dedicando, a partir dessa altura, grande parte do seu tempo à investigação."


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