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Sobre o fim de taxas ao etanol brasileiro nos EUA



O Congresso americano pôs fim a uma novela política de 31 anos ao não renovar as barreiras comerciais contra a entrada do álcool brasileiro nos EUA.
Para a indústria, apesar dos gargalos na produção, trata-se do primeiro passo para criar um mercado global de etanol e transformar o produto em commodity. "O que ocorreu é a possibilidade de competição internacional, que não existia", disse por telefone Marcos Jank, presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica).

"É um sinal superimportante para que outros países sigam essa direção e comece a acontecer com os biocombustíveis o que vimos historicamente com o petróleo".

Até agora, quem usava álcool brasileiro pagava uma sobretaxa, o que tornava o produto menos competitivo ante o etanol norte-americano, feito de milho. A tarifa, que vigora desde 1980, está em US$ 0,54 por galão (ou US$ 0,14 por litro)

Por 31 anos, a bancada ruralista ligada a Estados produtores de milho, como Iowa, dominou a negociação, independentemente de quem ocupasse a Casa Branca. Embora o milho seja matéria-prima menos eficaz na produção de combustível, ele é produzido em larga escala no Meio-Oeste americano.

Mas a crise econômica, o impasse político criado diante do crescente déficit do governo federal americano e o intenso lobby da indústria sucroalcooleira brasileira mudaram a balança.

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