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Sobre as atuais moléculas-chave da indústria química e as do futuro

A transição fundamental de uma indústria química assente em combustíveis fósseis, nomeadamente de raiz petrolífera, para uma outra de maior sustentabilidade centrada em práticas 'verdes' que recorram a matéria-primas renováveis, requer que se contemple de forma integrada o panorama industrial passado e presente, para daí perceber como poderá ser possível executar esta gigante 'revolução industrial'.

Por estranho ou inacreditável que pareça, praticamente todos os compostos do mundo moderno atual podem ser sintetizados a partir de sete moléculas ou conjuntos chave:
  • Gás de síntese (a partir de metano)
  • Etileno
  • Propileno
  • Butano
  • Butileno
  • Butadieno
  • BTX (mistura de benzeno, tolueno e xileno)
Se foi a partir destes compostos que a atual rede industrial se diversificou numa complexa miríade de produtos com as mais diversas funcionalidades e propriedades, e se é verdade que o que as fornece a toda indústria é a exploração de combustíveis fósseis, surge então a necessidade de se identificarem novas moléculas e conjuntos chave em substituição das vigentes.

Neste sentido, admitem-se atualmente como alternativa os seguintes 12 compostos/conjuntos:

(clique para ampliar)

Estas moléculas, apresentadas aqui pelos nomes como são vulgarmente conhecidas, são encontradas nas mais diversas espécies vegetais. A sua obtenção a partir da Natureza levanta desafios ao nível da extração e purificação.

Neste particular é importante evitar o uso de solventes orgânicos tradicionais poluentes como o benzeno, o clorofórmio ou compostos orgânicos voláteis que retirariam o carácter verde a estas alternativas. Por outro lado, por existirem em matrizes naturais ricas em outras moléculas, surge o desafio de dotar estas extrações de uma considerável selectividade para que se consigam extrair privilegiadamente os compostos desejados.

Novas soluções de extração envolvendo tecnologias verdes como a extração supercrítica usando dióxido de carbono ou líquidos iónicos poderão ganhar espaço e preferência neste contexto.

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